Pular para o conteúdo
Voltar

9 mil alunos do ensino básico aprendem sobre acidentes domésticos e de consumo

Trabalho, realizado por meio de uma parceria do Ipem com o Procon, visa preservar a integridade física dos pequenos e ainda ensiná-los sobre as regras no relacionamento entre consumidor e indústria
Caroline Rodrigues e Mayara Oliveira Campos | Sedec-MT

Estudantes da rede pública municipal entre 4 e 10 anos são alvo das atividades da semana - Foto por: Mayara Oliveira Campos
Estudantes da rede pública municipal entre 4 e 10 anos são alvo das atividades da semana
A | A

Cerca de 9 mil crianças das escolas municipais de Mato Grosso irão participar de palestras e atividades de conscientização durante a Semana Mato-grossense de Orientação e Prevenção de Acidentes Domésticos. Os trabalhos, que foram iniciados na segunda-feira (24.06) e terminam nesta sexta-feira (28), visam reduzir as lesões que acontecem dentro de casa durante as férias escolares. As atividades são desenvolvidas simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis.

Segundo os dados estatísticos da Rede Consumo Seguro e Saúde de Mato Grosso (Rcss-MT), a maior parte das ocorrências envolve quedas, queimaduras e cortes, causados por desatenção aos procedimentos de segurança ou acidentes de consumo. A situação, segundo a coordenadora da rede e agente do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem) Suziane Marchioretto, é narrada com frequência pelas crianças.

“Quando começamos a exemplificar as situações, muitas querem compartilhar o que já presenciaram ou viveram. Então, é comum casos de queda dentro do banheiro por não estar calçando chinelo, queda ao tentar alcançar objetos em armários e fogões”.

Outra situação corriqueira são os problemas com o uso de equipamentos como choque, baterias de celular que explodem e aparelhos que quebram. Em um dos casos que chamou a atenção de Marchioretto, a estudante narrou que a hélice do liquidificador quebrou enquanto a mãe fazia uma vitamina e por pouco o pedaço não foi engolido.

“Nestes casos, precisamos esclarecer que se trata de um acidente de consumo, ou seja, quando um equipamento traz lesões devido à problemas de fabricação ou manuseio, mesmo sendo respeitada as regras de uso do fabricante”.

A coordenadora do RCSS explica que quando chegam na sala, a primeira ação é explicar o que é o Instituto Nacional Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e para isto, tentam resgatar na memória dos pequenos o que já ouviram em telejornais sobre a autarquia. Em seguida, são apresentadas as regras para os brinquedos, enfatizando o selo, o entendimento da faixa etária e itens obrigatórios no rótulo.

Palestras são ministradas pelos agentes estaduais do Ipem e Procon

O diretor da Escola Municipal Silva Freire, Sérgio Henrique Lacerda, conta que os 380 estudantes (entre 04 e 10 anos) participaram das palestras. Ele diz que a ação foi positiva e de grande valia na formação da cidadania.

De acordo com Lacerda, os participantes absorveram e levaram para casa informações importantes sobre direitos e obrigações. Muitos dos consumidores mirins ainda não tinham conhecimento do que é garantia, validade e como agir quando algo errado acontecer. “É a primeira vez que participamos e se possível, queremos receber as atividades no próximo ano”.

A semana

A Secretaria Adjunta de Defesa do Consumidor (Procon) é parceiro do Ipem na ação que começou em 2015. Naquele ano, foram atendidos 800 alunos e hoje, a quantidade passou para 9.676, o que representa um acréscimo de 1.100%.

Procon e Ipem fazem parte da RCSS, que tem o objetivo de executar e articular trabalhos preventivos e estratégicos relacionados aos acidentes de consumo. Dentro desta atribuição está ainda a conscientização sobre o registro dos casos no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac).

Com abastecimento do sistema, o governo consegue obter estatísticas que subsidiem as estratégias de ação dos órgãos e entidades ligadas ao direito do consumidor.