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Seminário em Cuiabá debate turismo em terras indígenas

Evento em parceria com Governo do Estado discute iniciativas para etnoturismo em Mato Grosso
Thielli Bairros | Sedec MT

Evento debate a importância do etnoturismo para as comunidades indígenas e como gerar renda de forma sustentável - Foto por: Seatur MT
Evento debate a importância do etnoturismo para as comunidades indígenas e como gerar renda de forma sustentável
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Etnoturismo é o tipo de turismo em que os viajantes conhecem de perto a vida, os costumes e a cultura de um determinado povo, especialmente os indígenas. Para debater este tema, foi realizado em Cuiabá de 5 a 7 de novembro um seminário que mostrou iniciativas que podem ser desenvolvidas em Mato Grosso para geração de empregos sustentáveis e fortalecimento da base do turismo.

“Fortalecer a economia dos povos indígenas, gerando renda de forma sustentável, é orientação do governador Mauro Mendes. Por isso, a secretaria trabalha projetos que envolvem capacitação e orientação e apoia eventos em parceria com a Funai”, explicou Jefferson Moreno, secretário adjunto de Turismo.

A coordenadora de Estruturação e Qualificação do Turismo da Secretaria Adjunta de Turismo do Estado, Bruna Fava, explicou que Mato Grosso é um dos estados onde mais existem etnias indígenas. “O turismo não é só feito do ecoturismo, mas também da cultura. Temos esta relevância histórica e cultural na nossa região e o trabalho que tem sido feito é o de fortalecimento de base comunitária e da resistência cultural”, afirmou.

Aproximadamente 120 indígenas participaram do evento, que foi promovido pela Fundação Nacional do Índio (Funai), em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Seadtur, e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Foram realizadas apresentações sobre etnoturismo e de ações presentes e futuras realizadas pelos diversos segmentos do turismo.

Entre os temas do evento, foram abordados: planejamento e gestão do turismo, etnoturismo na Terra Indígena Pequizal do Naruvôtu e potencialidades do etnoturismo em terras indígenas.

Para Paolo Apeodonepa, indígena da aldeia Umutina, ainda há resistência de seu povo para aceitar este tipo de atividade, mas acredita que é preciso investir. “Quando trabalhamos em equipe só ganhamos. O povo não índio subestima a capacidade do índio, mas está errado. Pelo que a gente acompanha, é importante ver que podemos ajudar no desenvolvimento para todos’’, disse.

O chefe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial da Funai, Rodrigo Coimbra, informou que o seminário buscou também divulgar a normatização sobre etnoturismo (03/2015). “A normativa tornou esses procedimentos de conhecimento da comunidade e promove junto aos indígenas uma capacitação para que busquem parcerias e formas de implementar o turismo dentro de seu território”, finalizou.