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Especialistas analisam necessidades para transição de Mato Grosso para economia verde

Workshop da Page MT debate prioridades de aprendizagem no Estado nas áreas de desenvolvimento
Thielli Bairros | Sedec-MT

- Foto por: Page MT
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Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) são um consenso entre todas as nações do planeta desde 2015 e devem ser implementados até 2030. O Governo de Mato Grosso foi o primeiro Estado subnacional a aderir a parceria e está trabalhando para cumprir as metas. Para isso, realizou na quarta-feira (27.11), em Cuiabá, o workshop "Economia Verde Inclusiva em Mato Grosso - como construímos as capacidades de amanhã".

“Estamos realizando esta oficina com várias partes interessadas na articulação de políticas públicas para Mato Grosso. Buscamos críticas e sugestões porque entendemos que este processo não está definido ainda e precisamos de propostas para a implementação”, explicou Giulianno Montanari, representante do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR), uma das cinco agências da ONU que compõem a Page (Partnership for Action on Green Economy, na sigla em inglês).

É por meio da Page MT que estão sendo debatidos diversos caminhos para se atingir os objetivos da ONU no Estado. “A avaliação das necessidades para a economia verde é um dos produtos da Page MT. O comitê gestor definiu estes produtos nas áreas de ordenamento territorial, turismo sustentável, energias renováveis e agricultura familiar”, informou Marcela Gaiva, assistente de projetos sênior da Page MT.

Giulianno Montanari contou também que o Unitar organiza eventos e produtos relacionados a capacitação dentro deste projeto. “Este estudo, especificamente, foi desenvolvido em parceria com a UFMT e tem como objetivo identificar as prioridades de aprendizagem no Estado. Evidentemente, quando falamos da transição para a economia verde há diversas vertentes, então queremos saber quais são as prioridades para responder a estas necessidades”, disse.

O projeto apresentado e debatido durante o evento é liderado pela professora doutora em arquitetura, Luciane Durante, e equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). De acordo com Olivan Rabelo, diretor do Escritório de Inovação Tecnológica da UFMT e presidente da comissão interna da Page na UFMT, a universidade está alinhada com as propostas.

“A universidade existe para formar cidadãos que criticam e que precisam ter esta habilidade de fazer a transição de uma economia mais agressiva para uma economia verde, que respeite os recursos naturais e o meio ambiente”, finalizou.

A assessora de Relações Internacional do Governo do Estado, Rita Chiletto, informa que ainda estão sendo finalizadas várias atividades conduzidas por diferentes secretarias de Estado para ações voltadas à economia verde e que deverão contribuir para o seu desenvolvimento e ganho de escala no Estado.

“Na próxima semana, será entregue um produto voltado para o eixo Turismo Sustentável no Estado. A secretaria de Agricultura Familiar, outra parceira, realiza oficinas com o objetivo de fortalecer o sistema integrado. Estas e outras atividades deverão trazer um impacto altamente positivo na economia estadual, promovendo iniciativas sustentáveis, gerando empregos verdes e trabalho decente”, afirmou.

Fazem parte da Page a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud), Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), Organização das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial (Onudi) e Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (Unitar).

Diversas instituições mato-grossenses fazem parte do Comitê: Universidade Do Estado de Mato Grosso - UNEMAT,  Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Instituto Centro de Vida (ICV), Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Ministério do Trabalho e Emprego, Academia de Arquitetura e Urbanismo, Sebrae MT, Earth Innovation Institute, Academia de Arquitetura e Urbanismo, Associação dos Engenheiros Agrônomos, PCI - Produzir, Conservar e Incluir  e as secretarias estaduais de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Agricultura Familiar, Assitência Social e Cidadania e Casa Civil.