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Governo e Instituição Financeira buscam melhorias para alavancar FCO Empresarial

Eliana Bess | Sedec-MT

- Foto por: Sedec-MT
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O I Workshop sobre o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste, realizado por iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), junto ao Banco do Brasil reuniu cerca de 50 participantes, entre eles projetistas e consultores. O objetivo era dialogar com esses profissionais visando estimular as contratações do FCO Empresarial em Mato Grosso que estão muito aquém das contratações do FCO Rural. Na oportunidade, os projetistas apresentaram as dificuldades para a aprovação dos projetos. O evento aconteceu na terça-feira (12.09), no auditório da Fiemt.

A iniciativa do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Carlos Avalone de procurar o superintendente do Banco do Brasil, Sotero Sierra Neto e organizar o Workshop foi com o objetivo de levantar os gargalos que estão travando as contratações do FCO Empresarial.

Segundo Carlos Avalone, o objetivo do Estado é ver o serviço prestado e gerar emprego e renda. Além disso, os recursos estão disponíveis, portanto devem ser acessados. “Precisamos trabalhar isso em benefício dos empresários, no ambiente do seu negócio. Isso refletirá consequentemente na melhoria da economia”, frisou Avalone.

Representantes do Banco do Brasil também entendem dessa forma. Sendo assim, ambos (governo e instituição financeira) vão atuar para agilizar os financiamentos do FCO Empresarial.

Um dos principais problemas apontados é a falta de comunicação direta do projetista (elaborador do projeto) com o analista (pessoa que analisa o projeto) do banco. “Antigamente apresentava o projeto e tratava diretamente com o analista, que já pontuava o que faltava. Hoje o sistema é outro, o projeto vai para análise em Curitiba ou São Paulo, que manda uma lista de itens para ser ajustado. Não temos acesso com o analista. É preciso ter esse canal direto para os alinhamentos necessários”, frisou o economista e consultor, Carlos Vitor Timo, ao sugerir que fosse então definida uma listagem genérica (checklist) para todos os projetos e uma específica, da atividade, comercial, industrial, serviços. O que já facilitaria bastante, na sua avaliação.

Além dessa transparência maior no checklist do Banco do Brasil que é tida como uma dificuldade para a aprovação dos projetos do FCO Empresarial, os participantes também reclamam da taxa de juros, da demora na liberação da licença ambiental, na contrapartida exigida.

De acordo com o assessor de Mercado Pessoa Jurídica, da Superintendência do Banco do Brasil em Mato Grosso, Eduardo Luna, existem outros fatores que implicam na aprovação do projeto. Entre eles, boa estruturação do projeto, informações reais, entrega da documentação no prazo. Existem casos em que durante a tramitação da análise o nome do empresário entra em restrição aí barra o andamento do processo.

“Mas o Banco entende que os projetistas fazem a ponte do empresário com a Instituição, portanto as sugestões são positivas e vamos trabalhar para melhorar as questões que são viáveis, como por exemplo, o canal direto com o analista. Vamos estudar para implantar essa comunicação”, frisou Eduardo.