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Pesquisa da FGV tem parceria da MT Fomento

Levantamento vai traçar perfil dos tomadores de microcrédito no Brasil
Maíza Prioli | Sedec-MT

Assessoria Sedec-MT - Foto por: Assessoria Sedec-MT
Assessoria Sedec-MT
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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está desenvolvendo uma pesquisa sobre a importância do microcrédito com recursos provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no desenvolvimento socioeconômico dos negócios de quem utiliza esta modalidade de crédito. Em Mato Grosso, a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (MT Fomento) é parceira do estudo.  É a primeira vez que a FGV realiza um estudo sobre o impacto do microcrédito no Brasil.

O microcrédito é uma modalidade de empréstimo que tem como característica pequenos valores (o teto máximo para operações via BNDES é R$ 20 mil), direcionado para microempreendedores informais, que usualmente não têm acesso às formas convencionais de crédito.

Em Mato Grosso, por meio da MT Fomento, existem 560 operações de microcrédito ativas com recursos do BNDES, que somam um valor de R$ 6,7 milhões. Já no Brasil, há cerca de quatro milhões de clientes de microcrédito ativos.

De acordo com o professor e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira (GVcemif) da FGV, Lauro Gonzalez, a pesquisa busca dar uma ideia da importância do microcrédito em toda a sua cadeia, com foco principal nos tomadores de crédito e, em segundo plano, nas instituições financeiras e de fomento por meio das quais este crédito é oferecido.

“O objetivo é que o estudo ajude as instituições a identificar as variáveis mais importantes do impacto do crédito sobre as pessoas que o contratam. Poderemos responder a algumas perguntas como, por exemplo, que tipo de crédito é mais contratado, para o que foi utilizado e qual o impacto no negócio. Com estas informações as instituições poderão desenhar determinados produtos para públicos específicos”.

O Diretor de Desenvolvimento e Crédito da MT Fomento, João Paulo Fortunato, destaca que após a fotografia final da pesquisa será possível montar estratégias mais delineadas. “Teremos mais facilidade em conhecer as necessidades dos microempreendedores de cada segmento e assim oferecer um produto que realmente atenda a sua necessidade. Além disso, também será possível identificar quais as dificuldades do tomador deste crédito e orientá-lo melhor sobre como investir corretamente este dinheiro para que seu negócio realmente cresça”.

A pesquisa é dividida em três fases, sendo a primeira exploratória, que está em curso agora. A partir deste levantamento de informações será elaborado um questionário que será aplicado aos microempreendedores. A terceira fase será a análise de resultados.

As informações serão levantadas em todas as regiões do país. Até agora já foram colhidos dados em Fortaleza, Santa Catarina e Mato Grosso. A pesquisa começou em outubro de 2015 e o resultado final deverá ficar pronto dentro de seis meses.